Dizem os homens que as mulheres são complicadas, pois digo-vos eu que complicados sois vós.
Se uma gaja vos dá mimo e se preocupa é porque vos assusta e porque está a ficar demasiado sério e afinal não sabem muito bem se é isso que querem e mimimimimimi. Se a gaja vos dá espaço, respeita o vosso tempo com os amigos e não vos chateia é porque afinal não gosta assim tanto de vós, porque se gostasse até chateava mais e até fazia umas cenas de ciúmes de vez em quando. Afinal, o que quereis? Sabeis ao menos dizer-nos isso?
Irra, é que padecem todos do mesmo! Parece que aprenderam todos pela mesma cartilha!
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
É bom andar por cá
Faz hoje três anos que fiquei sem chão. Faz hoje três anos que a primeira coisa que me atravessou o pensamento enquanto ouvia as palavras da médica foi "vou perder o meu cabelo". Só depois pensei que antes do cabelo poderia perder a mama, que a minha vida poderia complicar-se ainda mais do que estava naquela altura, que poderia não andar por cá muito mais tempo. Faz hoje três anos que comecei a perceber que perdemos demasiado tempo com coisas sem importância nenhuma e que não podemos deixar de dizer aquilo que sentimos e queremos, porque amanhã podemos não estar cá para o fazer.
Quis a Vida que não tivesse de perder o cabelo, nem mesmo a mama, mas deixou-me uma cicatriz para que todos os dias me lembre que o amanhã pode não chegar. Aprendi a desvalorizar certas coisas, a ver a beleza de outras e, principalmente, a ser mais tolerante. Não me tornei santa (nem pretendo), mas é verdade que estas coisas nos fazem ver a vida de uma outra forma.
É bom andar por cá e dizer mais vezes aquilo que sinto (mesmo que isso, por vezes, desconcerte algumas pessoas).
Quis a Vida que não tivesse de perder o cabelo, nem mesmo a mama, mas deixou-me uma cicatriz para que todos os dias me lembre que o amanhã pode não chegar. Aprendi a desvalorizar certas coisas, a ver a beleza de outras e, principalmente, a ser mais tolerante. Não me tornei santa (nem pretendo), mas é verdade que estas coisas nos fazem ver a vida de uma outra forma.
É bom andar por cá e dizer mais vezes aquilo que sinto (mesmo que isso, por vezes, desconcerte algumas pessoas).
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Serviço público II
Há carros que só devem ser conduzidos por gajas:
- Mini (qualquer versão)
- Fiat 500
- Audi A1
- Alfa Romeo Mito
- Volkswagen Beetle
- Mercedes SLK.
Estes carros são, decididamente, de gaja. Qualquer destes carros nas mãos de um homem são um verdadeiro turn off.
Depois há os carros que nem deviam ser comercializados e aqueles cuja venda devia ser proibida a certas pessoas, mas disso falo noutro dia.
- Mini (qualquer versão)
- Fiat 500
- Audi A1
- Alfa Romeo Mito
- Volkswagen Beetle
- Mercedes SLK.
Estes carros são, decididamente, de gaja. Qualquer destes carros nas mãos de um homem são um verdadeiro turn off.
Depois há os carros que nem deviam ser comercializados e aqueles cuja venda devia ser proibida a certas pessoas, mas disso falo noutro dia.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Eu mereço!
8h10 da manhã, entro na padaria do costume, para o habitual pequeno almoço e deparo-me com a criatura, que por acaso tem o mesmo nome que eu, ao balcão, a olhar-me de soslaio. Tirou-me as medidas todas e fez aquele ar de quem é superior à parola que tinha acabado de entrar e que não usa saltos altos porque não lhe apetece e porque não gosta de ofuscar as outras, que é o que acontece quando os usa. E a primeira coisa que se me passou pela mente foi que antes ser parola e de saltos rasos, do que ter a testa mais enfeitada que a Avenida da Boavista em noite de S. João e ter que passar pela vergonha de ir buscar o marido à 6 horas da matina, a cair de bêbado, depois do acidente que teve quando ia levar a casa a brasileira com quem tinha passado a noite na boate lá da terrinha. E depois o Senhor castiga-me por ter estes pensamentos, mas eu não tenho culpa, que já lá tomo o pequeno almoço há anos e não me meto com ninguém, nem lanço olhares de soslaio e muito menos dou ares de empertigada metida a fina.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Da tristeza da minha querida E.
Conhecem-se desde sempre, cresceram juntos. Ela, mais nova poucos anos, viu-o tornar-se adulto e "obrigado" a casar porque "engravidou" a namorada. Ele viu-a tornar-se mulher, apaixonar-se, viver um grande amor, desiludir-se profundamente, viver relacionamentos que pouco ou nada lhe acrescentavam. Um dia, passados mais de vinte anos, foram tomar um café, só os dois. Ele desabafou as mágoas de um casamento sem amor, mas que se mantém porque é mais fácil assim. Ela encontrou nele o amigo que a ouvia e sabia dizer o que ela precisava ouvir. Passados alguns outros cafés e muitas horas de conversa, o inevitável aconteceu. Ela apaixonou-se perdidamente, criou as expectativas todas que ele foi alimentando. Ele encontrou o melhor de dois mundos - de um lado a família que não tem coragem de deixar, do outro a mulher que o completa, que lhe faz fervilhar o sangue nas veias. Andam nisto há cinco anos, parece que foi ontem que começou. Pelo caminho muitas promessas não cumpridas, muitas cobranças e o sonho dela de ter filhos que já não se concretizará. O relógio biológico das mulheres não se compadece da falta de coragem dos homens que elas amam.
Ontem, numa das nossas muitas conversas sobre esse amor condenado ao fracasso, ela confessou-me que está cansada. Cansada de esperar, cansada de ouvir sempre as mesmas promessas, de fazer sempre as mesmas cobranças, cansada de não ser a prioridade da vida dele. Acima de tudo, cansada de fechar os olhos às evidências, ele nunca vai dar o passo que falta. E mais do que sofrimento, vi nela uma tristeza profunda, de quem sabe que dificilmente a Vida lhe permitirá voltar a amar alguém como o ama a ele. E senti-me pequenina, porque não sei o que possa fazer para lhe tirar essa tristeza do coração.
Ontem, numa das nossas muitas conversas sobre esse amor condenado ao fracasso, ela confessou-me que está cansada. Cansada de esperar, cansada de ouvir sempre as mesmas promessas, de fazer sempre as mesmas cobranças, cansada de não ser a prioridade da vida dele. Acima de tudo, cansada de fechar os olhos às evidências, ele nunca vai dar o passo que falta. E mais do que sofrimento, vi nela uma tristeza profunda, de quem sabe que dificilmente a Vida lhe permitirá voltar a amar alguém como o ama a ele. E senti-me pequenina, porque não sei o que possa fazer para lhe tirar essa tristeza do coração.
Um ano de Nina
Adoptei a Nina faz hoje um ano. Não fazia parte dos meus planos ter um animal em casa, mas a Vida trata de nos colocar no caminho aquilo de que precisamos e hoje sei que a Nina entrou na minha vida para me obrigar a sair do fundo do poço.
Quando a vi pela primeira vez achei-a feiinha e sem grande potencial, mas o que lhe vi nos olhos fez-me tomar a decisão primeiro e pensar no como ia ser depois. Não foi amor à primeira vista, mas foi o início de um amor incondicional, o amor que só os cães conseguem ter pelos humanos.
A Nina tinha sido encontrada na rua, perdida no meio do lixo e ia para abate caso não arranjasse uma família. Era (e ainda é) pequenina, muito magrinha, de pêlo baço e feio, não ladrava e assustava-se com tudo. E trazia brinde, descobri duas semanas mais tarde. Ladrou pela primeira vez alguns dias depois do nascimento das crias, está linda como só ela, gordinha e de pêlo viçoso e continua com aqueles olhos meigos, olhos que falam connosco. Chamo-a de meu amor pequenino e adoro ver a expressão dela quando a deito no meu colo e a encho de mimos.
A Nina é melhor do que muitas pessoas que conheço e eu sou uma pessoa melhor desde que a Nina passou a fazer parte da minha vida.
Quando a vi pela primeira vez achei-a feiinha e sem grande potencial, mas o que lhe vi nos olhos fez-me tomar a decisão primeiro e pensar no como ia ser depois. Não foi amor à primeira vista, mas foi o início de um amor incondicional, o amor que só os cães conseguem ter pelos humanos.
A Nina tinha sido encontrada na rua, perdida no meio do lixo e ia para abate caso não arranjasse uma família. Era (e ainda é) pequenina, muito magrinha, de pêlo baço e feio, não ladrava e assustava-se com tudo. E trazia brinde, descobri duas semanas mais tarde. Ladrou pela primeira vez alguns dias depois do nascimento das crias, está linda como só ela, gordinha e de pêlo viçoso e continua com aqueles olhos meigos, olhos que falam connosco. Chamo-a de meu amor pequenino e adoro ver a expressão dela quando a deito no meu colo e a encho de mimos.
A Nina é melhor do que muitas pessoas que conheço e eu sou uma pessoa melhor desde que a Nina passou a fazer parte da minha vida.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Serviço público I
As mulheres não gostam de homens que:
- usam meias brancas;
- roem as unhas;
- não tomam pelo menos dois banhos diários;
- não fazem pedicure;
- não depilam os sovacos;
- compram carros importados;
- usam sapatos de matar baratas nos cantos;
- dizem "casas germinadas" e "botar".
- usam meias brancas;
- roem as unhas;
- não tomam pelo menos dois banhos diários;
- não fazem pedicure;
- não depilam os sovacos;
- compram carros importados;
- usam sapatos de matar baratas nos cantos;
- dizem "casas germinadas" e "botar".
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