O jantar correu muito bem, o moço até estava descontraído e ficou apalavrado novo jantar dentro de dias. Claro está que no próximo jantar vai-me surgir um imprevisto muito imprevisto e moço e moça vão ter que jantar só os dois.
Se um dia me cansar de aturar coninhas e gajos que rezam com o cu virado para o ar, dedico-me a ser alcoviteira a tempo inteiro.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
A dar uma de Cupido
Acho que acabei de provocar um ataque de pânico no gajo mais tímido que já conheci. Se não me responder à mensagem dentro de meia hora, vou ligar para o INEM e pedir que lhe passam lá pela loja, que deve estar quinado atrás do balcão.
O trabalho que me dá juntar um gajo e uma gaja que tenho a certeza se podem fazer muito felizes um ao outro (quanto mais não seja durante um jantar!). Se os conseguir sentar à mesma mesa hoje ao jantar, faço disto profissão!
O trabalho que me dá juntar um gajo e uma gaja que tenho a certeza se podem fazer muito felizes um ao outro (quanto mais não seja durante um jantar!). Se os conseguir sentar à mesma mesa hoje ao jantar, faço disto profissão!
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Acha que é feliz, diz ela.
Encontras uma gaja que estudou contigo e com quem já não falavas há vinte anos. Em sete minutos de conversa ela consegue dizer-te que só conhece a piroca do marido, com quem tem dois filhos, um rapaz com dezassete e uma rapariga com dez anos, que nunca experimentou outra, logo acha que está bem, que trabalha com o santo do marido, que têem três empregados, que construiu uma vivenda (as pessoas gostam de dizer vivenda, casa é uma coisa assim de pobre), que o irmão é treinador de guarda redes numa equipa da primeira divisão, que o que importa é que tem saúde e que acha que é feliz. Ela vai à vidinha dela, depois de lhe teres dado a entender que gostavas muito de acabar o teu jantar, e ficas a pensar que além de descompensada a criatura sofre de amnésia selectiva, porque antes do marido já ela tinha pinado e muito com uma piroca que a deixou avariadinha das ideias quando se passou ao fresco e o que lhe valeu foi o marido, que sempre teve olhos só para ela . Olhas para trás e vês o marido, um querido, com o mesmo sorriso doce de há vinte anos atrás e pensas: ela acha que é feliz, ele tem a certeza que o é.
E são coisas destas que te fazem pedir ao Senhor que te mantenha sempre orientadinha da piroliteira e que reforçam a ideia que tens de que há gajos muito tenrinhos e mulheres muito dissimuladas e manipuladoras.
E são coisas destas que te fazem pedir ao Senhor que te mantenha sempre orientadinha da piroliteira e que reforçam a ideia que tens de que há gajos muito tenrinhos e mulheres muito dissimuladas e manipuladoras.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
MJ a abater campeões desde 1979!
Queria tanto que pudesses ter visto a tua cara quando a MJ, entre duas garfadas de risotto, se sai com: "A tua gaja é bem mais gira nas fotos do que ao vivo. Pessoalmente não é nada de especial". Muito bom! É assim que se abatem campeões.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Português, com certeza
Uma das coisas com que mais me divirto quando viajo para França é a espera no aeroporto aquando do regresso. Consigo sempre identificar os portugueses que por lá andam, mesmo sem os ouvir falar. Há duas espécies que se destacam, os provincianos - regra geral originários do norte de Portugal - e as tias, da zona de Lisboa.
Os provincianos identificam-se pelo coçar da tomatada e pela indumentária. Eles, dependendo da idade, de calça de tirelene (como dizem as velhas aqui da zona) e o belo do pólo às riscas, ou de bermudas nas cores e padrões mais ridículos que se possa imaginar e camisolas com mangas cavas. Elas com penteados e acessórios que nos deixam com dores de cabeça, só de lhes pôr os olhos em cima.
As tias, todas muito chiiiiques, a falar alto para que se perceba que elas estão lá, com as peles todas queimadas do sol e encarquilhadas, sempre cheias de razão, que aquilo lá por França é só pessoas ignorantes e que não sabem fazer as coisas, pois então não sabem que elas estão ali, que é isso agora de querer fechar os embarques sem elas? Uma canseira.
E é assim que me divirto enquanto espero pelo embarque e me deixo ficar por ali caladita e de volta do meu livro e a pensar que, mal por mal, prefiro os provincianos.
Os provincianos identificam-se pelo coçar da tomatada e pela indumentária. Eles, dependendo da idade, de calça de tirelene (como dizem as velhas aqui da zona) e o belo do pólo às riscas, ou de bermudas nas cores e padrões mais ridículos que se possa imaginar e camisolas com mangas cavas. Elas com penteados e acessórios que nos deixam com dores de cabeça, só de lhes pôr os olhos em cima.
As tias, todas muito chiiiiques, a falar alto para que se perceba que elas estão lá, com as peles todas queimadas do sol e encarquilhadas, sempre cheias de razão, que aquilo lá por França é só pessoas ignorantes e que não sabem fazer as coisas, pois então não sabem que elas estão ali, que é isso agora de querer fechar os embarques sem elas? Uma canseira.
E é assim que me divirto enquanto espero pelo embarque e me deixo ficar por ali caladita e de volta do meu livro e a pensar que, mal por mal, prefiro os provincianos.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Há portas que se fecham para sempre
Ele deu-te o que tinha de mais precioso e que há anos não dava a ninguém, a sua inteira disponibilidade para estar contigo, abriu-te as portas do coração e pôs-te nas mãos o dele. Desvalorizaste, não quiseste perceber que eras a sua prioridade e que o que ele mais queria era ser a tua também. Ele insistiu, deu-te todas as oportunidades para que visses o que te estava a ser concedido, mas tu, como sempre, viraste a cara e deixaste que ele se começasse a afastar. Todos os dias mais um bocadinho, até que se afastou de vez, até que, com o coração em ferida, fechou a porta e prometeu a si mesmo que essa era uma porta que não voltaria a abrir. E agora, meses depois, quando o sabes nos braços de outra, de alguém que o quer pelo que ele é, que o fez a prioridade da sua vida, que o conquistou com o amor que lhe dedica, agora sabes que perdeste o homem que te traria a felicidade que nunca conheceste. Queres saber tudo, quem é ela, como se conheceram, desde quando estão juntos. Para quê, pergunto-te? A porta fechou-se, nada podes fazer para que se abra de novo. Sim, às vezes acordamos tarde demais.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Não te iludas
E de repente, por conta do cheque que o teu pai te passou para as mãos, voltaste a ser feliz. A vida já é outra vez maravilhosa, já podes voltar a "dar-te" com os do costume, já podes fazer bonito outra vez. As férias aí à porta, planos de uma semana em algum dos destinos mais badalados, onde possas ver e ser visto. A miúda nova a tiracolo, muitas palavras bonitas, as mesmas que dizes a todas aquelas com quem te enrolas, nem nisso consegues ser original. E eu pergunto: e quando se acabar o dinheiro? Dou-te um mês até recomeçarem as lamentações. A vida que é uma merda, que não és feliz, que precisas arranjar uma casa só para ti, que o teu pai não te compreende e castra a tua vontade de chegar mais longe. A tua mãe que te envergonha, a miúda que afinal não era assim tão espectacular e que exigia demasiado de ti. A cara amarrada, o sorriso bonito que já lá não mora, a auto comiseração que me irrita profundamente, a minha paciência que se esgota e um dia mando-te à merda. Os amigos também se cansam.
Precisas crescer, precisas tanto de crescer. Vais ser sempre infeliz, vais acabar atracado a uma gaja burra e limitada, como as mulheres dos teus pseudo amigos a quem tanto apontas o dedo. E vais, tal como eles, ter uma vida de merda. E não consegues perceber o óbvio, tens tudo para ser feliz, tudo! Mas não queres, recusas-te, preferes esconder a cabeça na areia e maldizer a vida, porque ser feliz dá trabalho. A tua felicidade depende só de ti, tens que a procurar todos os dias e não lhe vires as costas quando ela te bater à porta.
Ouve o que te digo, vai conhecer mundo, vai descobrir que a vida é mais, muito mais, do que dizer que estiveste lá. Não queiras que saibam que estiveste lá, não grites ao mundo que estás apaixonado (ou acreditas que estás), deixa que te baste sentir, é tão melhor. Não queiras uma mulher para mostrar aos teus amigos, não são eles que a vão levar para casa ao fim do dia. Não vivas pelos outros, vive por ti.
Precisas crescer, precisas tanto de crescer. Vais ser sempre infeliz, vais acabar atracado a uma gaja burra e limitada, como as mulheres dos teus pseudo amigos a quem tanto apontas o dedo. E vais, tal como eles, ter uma vida de merda. E não consegues perceber o óbvio, tens tudo para ser feliz, tudo! Mas não queres, recusas-te, preferes esconder a cabeça na areia e maldizer a vida, porque ser feliz dá trabalho. A tua felicidade depende só de ti, tens que a procurar todos os dias e não lhe vires as costas quando ela te bater à porta.
Ouve o que te digo, vai conhecer mundo, vai descobrir que a vida é mais, muito mais, do que dizer que estiveste lá. Não queiras que saibam que estiveste lá, não grites ao mundo que estás apaixonado (ou acreditas que estás), deixa que te baste sentir, é tão melhor. Não queiras uma mulher para mostrar aos teus amigos, não são eles que a vão levar para casa ao fim do dia. Não vivas pelos outros, vive por ti.
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